

O declínio do desktop como plataforma dominante no mercado é real e tem sido um processo gradual, influenciado por diversas tendências tecnológicas e de consumo ao longo do tempo. Gradual é a palavra-chave aqui. Você já ouviu a frase “Deus está morto”, associada a Nietzsche. A afirmação que pode ter várias interpretações. Claro que nem Nietzsche, nem Heine decretavam a morte física de Deus, mas sim a gradual diminuição da importância da religião do mundo moderno. Calma, não vamos filosofar ou debater religião aqui.
Sim, a Microsoft quer o Windows na nuvem!
A algumas semanas o Canaltech divulgou o aparecimento de um documento da Microsoft vazado de uma reunião interna deles, realizada em 2022. Neste documento basicamente vê-se a estratégia da Microsoft de ter integralmente o Windows na nuvem. Não precisamos de muita espionagem para concluir isso. A nuvem é uma realidade, uma necessidade quase, e a Microsoft está migrando todas as suas soluções para a mesma. Por que seria diferente com Windows, a plataforma inicial de seus usuários? Aliás, o Windows 365 é um produto já a algum tempo comercializado, nas versões Business e Enterprise**.
O desktop não está desaparecendo. Eles ainda são poderosos e úteis para jogos, trabalho de alta performance e personalização. Dispositivos móveis não podem competir em termos de desempenho e capacidade de expansão. Embora novas tecnologias possam surgir, os desktops não vão sumir completamente. Não é fácil analisar uma planilha na tela do celular, assim como não é muito prático ser multi tela contando apenas com a infra de rede.
Disponibilidade, personalização, acesso a armazenamento para o usuário em grandes volumes, são alguns dos argumentos para não decretarmos AINDA a morte do desktop.
Assim como na discussão do famoso prussiano, decretar a morte do computador físico, que deveria trazer um sentimento de liberdade, traz debates interessantes. Nem tudo é verdade absoluta, e nem todo movimento em tecnologia é tão fácil quanto parece. Afinal, se tudo estiver na nuvem, quem irá guardar a nuvem?
